30/08/2014

Desvio


Desviando-se de ansiar tuas respostas,
De intensificar o mergulho em tua essência
Perdendo-te... Não mais se encontrara
Suspirando, debateu-se até resvalar-se
Uma alma que habita um corpo vazio
Trajando insanidade, desatino, temor...
Buscava agora, algures reconstituir teus traços
E te manteria livre para comandar suas vontades
Desejando com ardor acentuar tuas marcas em si
Tua marca energiza este ser transformando-o em vida
Por tua própria existência e por teu fôlego
Inexpressivos olhos que não te refletem
Inerte corpo que não possui teu toque
Inóspitas terras em que não habitas.


X Concurso Literário "Poesias sem fronteiras" São Paulo, 2014. p.100

Nenhum comentário:

Postar um comentário