17/07/2018

Livro: Filosofia para corajosos de Luiz Felipe Pondé

Título: Filosofia para corajosos
Autor: Luiz Felipe Pondé
Editora: Planeta
Ano: 2016
Páginas: 189

"Eu também quero ganhar seu dinheiro, mas dizendo a verdade para você" p. 11
     O livro tem a finalidade de instigar o leitor a pensar com a própria cabeça. Pondé discute vários assuntos do cotidiano baseando-se vez ou outra em filósofos importantes à história da filosofia, no entanto, apresenta argumentos próprios. 
"Só almas muito superficiais são alegres o tempo todo" p.20
     Acompanho o trabalho de Pondé nos vídeos do youtube e esse é o primeiro livro do autor que li e posso dizer que ele ignora o fato de que os papéis sociais têm se modificado em decorrência das mudanças sociais, pois, algumas proposições tecidas por Pondé são extremamente retrógradas e antiquadas à nossa época, mas enfim... O livro tem milhares de acertos a meu ver, então, apesar de achar certos pensamentos dele ultrapassados, concordo com muitos outros. Suas opiniões sobre religiosidade e espiritualidade, por exemplo, considero muito pertinentes.
     Pondé considera que não pensa que  ateus são mais sábios que religiosos, embora, reconheça que religiosos são levados mais facilmente por picaretas. Em seguida, fala sobre ceticismo "skopein" e o seu significado que é observar, ver com atenção. E que pode ajudar a livrar as pessoas de muitos picaretas religiosos, políticos, afetivos e comerciais.
“Você pode ver pessoas brilhantes que têm fé e estúpidos que se acham o máximo porque não creem em Deus” p.89
     Em relação aos assuntos sobre moral e ética, esclarece que do ponto de vista da filosofia, o significado de ambas é a mesma que existe entre mesa e table, ou seja, moral, é a tradução latina para a palavra grega ética e trata as duas como sinônimo, no entanto, no capítulo em que fala do assunto, ele coloca a diferença que a maioria faz do uso das duas palavras.
     O autor fala sobre política de forma perspicaz, mas principalmente equilibrada e eu compartilho de seu pensamento sobre o assunto.
"Não tenho muita paciência para política. Como sempre digo, trato dela assim como quem cuida de uma ferida para que não infeccione” p. 31
     Pondé é declaradamente de Direita, se refere à maioria das pessoas com as quais não concorda, como "inteligentinhos" utiliza de sutileza nos xingamentos e rótulos, no entanto, é extremamente sincero e passa a sensação de que quando diz “inteligentinho,” gostaria de dizer algo pior.
     Gostar do Pondé foi a maior prova da minha maturidade literária, porque me incomodei algumas vezes com sua forma de pensar e principalmente com sua tentativa um tanto falha de cordialidade em discordar daquilo que não lhe agrada. Muitas vezes eu senti o autor sendo indelicado e até arrogante, mas essa é a maneira Pondé de filosofar sempre com ironia e na verdade, outros livros do autor ainda permanecem em minha lista.
     Afinal, nem sempre se concorda com o outro em sua maneira de expressar-se ou comportar-se, mas ninguém é uma coisa ou outra, nenhum teórico é perfeito. Freud, Rosseau, Kant, Nietzsche proferiram discursos machistas, embora em outros assuntos suas proposições são aceitas, estudadas e relevantes porque são de fato muito importantes.
     Enfim, Filosofia para Corajosos é um livro que vale a pena ler e reler, Pondé trata ainda diversas temáticas verdadeiramente necessárias à nossa reflexão e particularmente tenho interesse em várias outras obras do autor como "Marketing Existencial", "Amor para Corajosos", entre outros.
"Quem nunca leu nada não tem opinião sólida sobre nada, apenas achismos, uma opinião vazia, como dizia Platão, quando dizia a diferença entre ter opinião (doxa) e conhecer algo (episteme). Conhecer demanda trabalho, conversar com algumas pessoas e ler alguns livros" p.29




09/07/2018

Cartas de Amor Contemporâneas / Eliziane Dias

Título: Cartas de Amor Contemporâneas

Autora: Eliziane Dias

Gênero: Romance

Ano: 2018

Disponível no aplicativo Wattpad


Júlia é uma jovem de 25 anos, que grava vídeos dando dicas de beleza, comportamento e moda, está quase se formando em pedagogia e tem dúvidas e conflitos sobre seu futuro profissional, mas a única certeza que tem é sobre sua crença em Deus e em seu dever de valorizar sua família e amigos que a cercam.
Pedro é o típico cara que não entende bem de relacionamentos e é bastante fechado em seus círculos pessoais e não faz questão alguma de ser diferente. Literalmente um studentholic, ele jamais abria mão de seu crescimento pessoal para dedicar-se a qualquer pessoa que não fosse ele mesmo.
Pedro e Júlia se encontraram e tiveram um relacionamento de não menos que seis anos, tendo sido rompido sem qualquer explicação. Como duas pessoas tão diferentes puderam permanecer juntas durante tanto tempo? Para entender que a vida não é nada mais do que encontros que nos modificam e nos fazem desenvolver como pessoa, neste romance, experiências, lembranças e situações de um relacionamento são contadas através de e-mails e aplicativos de conversa.
A fragilidade dos vínculos humanos, as inquietações com as questões da vida como fé, morte, dúvidas e anseios com a carreira profissional, são discutidas entre Pedro e Júlia.
Lidar com os próprios sentimentos reconhecendo-os e revelando-os ao outro, pode ser extremamente difícil e muitas vezes doloroso, principalmente porque as pessoas acostumam-se a não expressá-los.
Mas quando se adquire confiança em relatar o que se sente, as palavras correm fluidas e difícil mesmo, é calá-las.
As cartas contêm sonhos, saudades, confissões, desabafos, ressentimentos... Mas pela insistência e a densidade expressiva nas palavras, certamente pode-se denominá-las como CARTAS DE AMOR.


Curiosidades: A inspiração para a história, foi o casal do filme Palmeras en la Nieve e o livro de Eça de Queiros: Cartas d'Amor.




07/06/2018

Série e Filme Dance Academy e os benefícios da Dança

“Eu sempre soube que em outra vida eu sabia voar...

E é por isso que nessa vida eu danço.” 

(Temporada:1 Episódio:1) 




      Por que gostamos tanto de ouvir e assistir histórias? Seja por meio de uma peça de teatro, filme, livro ou série? 

     Dance Academy aborda fatos comuns do cotidiano juvenil de forma leve e divertida.

     Pas de deux, arabesque, plié, cabriolé, passé, superação, pressão, expectativa, frustração, intensidade, competitividade... Tudo o que permeia o mundo de todas as pessoas que se dedicam ao ballé profundamente, está presente de forma bastante real.

      As 3 temporadas e 1 filme, resume a vida escolar de alunos da Academia Nacional de Dança durante e após o ensino médio. A evolução de todos os personagens tanto fisicamente como artisticamente, é bem interessante, por isso, crível!

     Destaco as narrações densas e poéticas realizadas na maioria dos episódios e no filme pela personagem Tara Webster; destaco a alternância no foco dos personagens para que todos tivessem a mesma visibilidade e também a questão de intercalar cenas de dança com outros contextos para que não ficasse cansativo.

     Enfim, um ponto muito interessante da série é quando ocorre uma situação muito triste e inesperada com um dos personagens e, a maneira como essa situação é apresentada, foi muito inteligente. Pois, se pôde ter noção de todo o sofrimento que um evento desse tipo causa na vida real, onde a gente fica buscando explicações para algo que nunca iremos conseguir compreender.

     Ou seja, a forma como isto se deu no episódio, trouxe um desconforto e um incômodo por causa da descontinuidade. E despertar essa emoção ao expectador, foi um efeito brilhante. Além é claro, do fato de toda a história tanto da série, quanto da continuação no filme, ser imprevisível, portanto, surpreendente!

     Resiliência humana é a capacidade de se refazer, voltar a ser inteiro novamente depois de ter estado completamente despedaçado. Dance Academy é uma história que fala da capacidade de se reinventar, de descobrir que existem possibilidades de ser feliz em situações para além daquela que você imaginava não poder viver sem.      

     Essa é a proposta de quem conta uma história. A proposta de conversar com o outro por intermédio da arte. Seja a arte da escrita ou da atuação. É por isso que amamos ouvir, ler e assistir histórias. Porque nos identificamos, nos emocionamos e aprendemos. 



“Aquela sensação de que eu poderia
 girar para sempre ou facilmente cair. 
E quando acordo, não sei se é sonho ou premonição.” 
(Temporada: 2 Episódio:1) 

     Movimentar o corpo a partir do ritmo de uma música tem sido uma prática para além da arte, do entretenimento e do profissionalismo. A dança têm se transformado em uma atividade alternativa e terapêutica que proporciona qualidade de vida.

     A endorfina é um hormônio liberado durante e depois de uma atividade física como a dança. A endorfina regula a emoção e a percepção da dor, por isso, é considerada um anestésico natural, pois, diminui o estresse e a ansiedade, aliviando as tensões, auxiliando no relaxamento proporcionando bem estar e prazer. 

     Produzida na hipófise, a endorfina é liberada para a corrente sanguínea com o GH e ACTH. O primeiro estimula o crescimento e o segundo estimula a produção de adrenalina e cortisol. 

     A Adrenalina por sua vez, dentre muitos outros benefícios, ativa o cérebro e o deixa mais vigilante, com reações mais rápidas e estimula a memória. Já o cortisol tem a função de auxiliar no controle do estresse, na redução de inflamações, e ainda contribui para o funcionamento do sistema imunológico e a manutenção dos níveis de açúcar no sangue, bem como a pressão arterial. 

     A dança pode ser praticada como uma atividade física regular, sem toda aquela pressão como é mostrada em Dance Academy, mas com a finalidade de superar a si mesmo e realizar uma atividade física que lhe dê prazer e que te faça sair do sedentarismo, proporcionando momentos de interação com o grupo com que se dança favorecendo o relacionamento interpessoal e intrapessoal, já que se dança com seu próprio corpo. A dança auxilia no exercício da memória, da expressividade, da criatividade, e é também uma atividade libertadora. 



 

“A mudança costuma ser gradual.

Pontos de mudança tão pequenos, 

que você nem percebe.

E aí, há outros eventos... 

Repentinos, monumentais, definitivos... 

Que mudam você para sempre.” 

(Temporada:3 Episódio:13)



Produtores: Samantha Strauss e Joanna Werner

Direção do filme: Jeffrey Walker

Gênero: Drama

País de Origem: Austrália

Ano da Série: De 2010 à 2013

Ano do Filme: 2017

Elenco Principal: Xenia Goodwin (Tara Webster), Alicia Banit (Katrina Karamakov “Kat”), Dena Kaplan (Abigail Armstrong), Jordan Rodrigues (Christian Reed), Thom Green (Samuel Lieberman “Sammy”), Tim Pocock (Ethan Karamakov), Isabel Durant (Grace Whitney), Thomas Lacey (Ben Tickle), Keiynan Lonsdale (Ollie Lloyd), Tara Morice (Sra. Raine).


31/05/2018

Critique menos os erros dos outros, perceba mais suas próprias falhas. Eu farei o mesmo!

    

     A palavra crítica significa julgar, avaliar, conhecer, analisar, examinar... O termo vem do grego kritike, "a arte de discernir". 

     Muito se fala sobre a importância da criticidade e a necessidade da formação de cidadãos críticos; que tenham a capacidade de pensar e refletir de forma racional.  

     Que estamos mais críticos, isso é fato! E é bom que estejamos de um certo modo, porém, as críticas na maioria das vezes não são a um dado argumento, sistema, ideologia, crença, dogma... As críticas são sempre direcionadas ao outro e quase sempre de forma muito cruel e desrespeitosa. As críticas são sempre às ações, falhas e opiniões do outro, mas muito raramente às ações, falhas e opiniões próprias. Quem vive avaliando o outro, se incomoda em ser avaliado, porque dificilmente se autoavalia. 

     A psicoterapia permite o autoconhecimento e a autoconsciência, já Sócrates, enfatizou: "Conheça a ti mesmo!"; Paulo de Tarso em sua primeira carta ao povo de Corinto reforça que cada um deve examinar a si mesmo e, a meditação é uma prática que reforça a compreensão e a percepção do indivíduo de suas próprias emoções, sentimentos e atitudes. 

     Este exercício de autocrítica (quando em proporções adequadas, porque se auto-torturar também não é saudável) é imprescindível, porque enquanto só critico o outro frequentemente, não me atento para meus próprios erros. E por não reconhecê-los, não os abomino. Por isso, não livro-me deles. E por não perceber minhas próprias falhas e tropeços, não melhoro, não cresço e não evoluo. É como se o outro tivesse continuamente a culpa pelos meus sofrimentos e pelo sofrimento do mundo, enquanto eu não faço qualquer ato imundo e/ou desagradável. O que seria eu, então? Um semideus? 

     Existe uma música bastante reflexiva da cantora Flaira Ferro que expressa o seguinte: "Eu quero me curar de mim" É uma música autobiográfica em que a compositora vai confessando defeitos inconfessáveis como ser hipócrita, mentirosa, invejosa, corrupta.... Até terminar a música se perguntando se um dia essa cura de si mesma há de existir. É bem possível que não exista nessa vida, porque como humanos que somos, iremos falhar. Porém uma coisa é certa, reparar as próprias mazelas já é um grande passo para ser um ser humano muito melhor. 

     Vou dar um exemplo bem pessoal a fim de combinar com o tipo de crítica que estou fazendo: Em dezembro, próximo ao natal, vi nas redes sociais, várias postagens de pessoas que visitaram orfanatos e distribuíram presentes e alimentos às crianças. Fiquei pensando que isso não adiantaria só no natal e já escrevi um textão que com boa dose de senso, não foi postado. O texto falava sobre a hipocrisia das pessoas em fazer boas ações só no fim de ano, já que as crianças brincam e precisam de ajuda em todos os meses do ano. Antes de dar meu click para a publicação, fiz uma autoavaliação e lembrei que eu mesma não tenho feito qualquer ato solidário nem no natal e nem mesmo em nenhuma outra época do ano. 

     Portanto, não sejamos hipócritas! Ou melhor, reconheçamos quando estivermos sendo hipócritas, ciumentos, egoístas, mentirosos, soberbos, imaturos... Sejamos conscientes e façamos uma autoanálise antes de criticar qualquer ato alheio. Que comece por mim! 

   É como disse John Lennon: "Se o homem buscasse conhecer a si mesmo primeiramente, metade dos problemas do mundo estariam resolvidos.



Ouça a música "Me curar de mim" da artista Flaira Ferro



09/04/2018

Oportunismo



13/03/2018

O Câncer e os Cuidados Paliativos - Psicóloga Silvana Aquino


            A Casa da Mulher Nilopolitana, centro de referência em atendimento à mulher vítima de violência doméstica, pertencente à Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos em Nilópolis, RJ está realizando diversos eventos durante todo o mês de março em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
                O evento desta última terça-feira, dia 13, foi uma Palestra sobre Cuidados Paliativos com a Professora e Psicóloga Silvana Aquino que iniciou a palestra congratulando-se com a Equipe da Casa da Mulher Nilopolitana. “Em um mundo individualista, aqui é um espaço onde se trabalha de forma comunitária” disse.

Fotografia de Roberta Nobre


                  A psicóloga abriu o discurso sobre cuidados paliativos questionando aos presentes, sobre quem cuidava de si. Em seguida reforçou que é impossível cuidar do outro se não cuidar de si mesmo, pois, se dou tempo para o outro, tenho que reservar tempo para mim.
            Relembrou sobre as doenças com as quais precisamos conviver e que são de difícil tratamento ou não têm cura, como o Mal de Alzheimer, a Diabetes, o HIV, até que chegou ao câncer.
            A psicóloga exibiu parte da entrevista da atriz Márcia Cabrita no programa do Jô em que a atriz expôs suas angústias na época em que teve que enfrentar o câncer e que não foi fácil, pois, as pessoas pediam para que ela fosse forte e tivesse pensamentos positivos. Márcia afirmava não ter conseguido ser positiva logo no início da doença e o que a fez encontrar uma forma de aliviar a ansiedade, foi a abertura do blog em que escrevia sobre toda a dificuldade que passava.
            Silvana falou que o caso da atriz foi um caso de recidiva do câncer, pois, o câncer voltou a manifestar-se após ter sido controlado em um determinado momento. Silvana trouxe algo novo para mim que foi o fato de que antes de cinco ano de reaparecimento de um novo câncer, não se pode dizer que a pessoa foi curada, mas sim que a doença foi controlada, pois, ela pode voltar.
            De forma bastante didática, Aquino respondeu o que pode causar a doença:
                  – Substâncias Químicas, como a nicotina;
                  – Vírus, como HPV que pode causar o câncer de próstata ou de vulva;
        – Hormônios, pois a falta de um ou outro pode afetar o sistema imunológico;
                  – Mutações genéticas, fator familiar; e
                  – Estilo de vida, como sedentarismo e obesidade.

            Silvana diz que dos tratamentos mais comuns estão a radioterapia, a quimioterapia e a cirurgia, embora, o tipo de tratamento pode variar de pessoa para pessoa, ou seja, não há um tratamento único, pois, cada caso é um caso.
            Ao finalizar a parte sobre o câncer e dizer que a estimativa para as pessoas acometidas pela doença em 2018-2019 ser de ao menos 1.200 pessoas aproximadamente, explica sobre os cuidados paliativos.
            A psicóloga explica que quando as pessoas pensam em paliativo, elas pensam em remendo, algo feito de qualquer jeito. Mas que paliativo significa proteção, segurança.
            Ou seja, cuidados paliativos dizem respeito ao cuidado de pessoas acometidas por doenças que não serão modificadas pelo tratamento e medicamentos. Explica ainda que o cuidado paliativo não é só para o doente, mas para a sua família, pois, a mesma precisa conhecer e se informar sobre a patologia que acometeu o familiar cuidado por ele e, que é um tipo de cuidado mais humano, para dar suporte às pessoas que se ama, já que a dor dela não é só física, uma vez que a morte é iminente e que poucas pessoas conseguem lidar com ela ou dialogar sobre, ainda que seja algo natural, porque, não se pode fugir da realidade.
            Inicialmente os Cuidados Paliativos se referiam apenas ao tratamento do câncer, mas atualmente se refere a qualquer doença progressiva e que não tenha cura.  
            Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), "cuidados paliativos consistem na assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais".
            Silvana ressalta que tratar de um sofrimento que não de pode curar, é necessário para a dignidade da pessoa, mesmo não sendo algo fácil de conseguir, já que a saúde pública como um todo, tem estado bastante precária. Contudo, ela enfatiza que existe e que é possível reivindicar, já que somente 8% das pessoas no mundo têm cuidados paliativos.
     A psicóloga Silvana Aquino finaliza sua palestra ouvindo alguns questionamentos, experiências de vida e respondendo as dúvidas colocadas sempre de forma muito respeitosa e agradável, mesmo se tratando de assuntos extremamente delicados.



Fotografia de Roberta Nobre

05/03/2018

Cinco lições da telenovela Sou Luna - 1ª Temporada

       Sou Luna é uma telenovela voltada para o público adolescente, onde os personagens cantam, dançam, andam de patins, compõem músicas e se apaixonam com a mesma frequência que o elenco feminino troca as cores do esmalte das unhas. rs     

            O andamento da novela é um pouco arrastado (normal, como todas as novelas), alguns personagens são bastante caricatos, mas o que aprecio é a qualidade das músicas, das coreografias, a atuação, a realidade distinta dos adolescentes que convivo, cenário, figurino, diálogos bem próximos ao real, a trama romântica e as mensagens reforçadas de superação, autoestima e coragem.
              Assisti pela Netflix onde está disponível somente a 1ª temporada e as lições que a novela e seus personagens me passaram e que me fizeram refletir foram as seguintes:

1- Ser persistente / LUNA
            A personagem central da história, quando coloca algo na cabeça, ninguém tira. O que é bacana e crível, é que nem sempre ela consegue obter êxito naquilo que almeja, mas Luna não desiste, ainda que a Tamara, sua treinadora ou seu melhor amigo Simón, digam que é arriscado demais ou que não vai dar certo. Ela tenta inovar propondo novos passos às coreografias mesmo com pouco tempo de ensaio, arriscando acrobacias complexas demais a fim de superar-se e não importa o que a Âmbar faça para detê-la, ela nunca se abala.



2- Ser humilde, pedir ajuda quando necessário / RAMIRO
            O personagem Ramiro é o típico narciso (o cara que se acha). Sim! Ele dança bem, canta bem, é lindinho! Mas precisa ser mais humilde. Aliás, sabe-se que quando a pessoa apresenta complexo de superioridade, é porque no fundo, se sente inferior. Mas quando Ramiro começa reconhecer o talento das pessoas ao seu redor e a inclusive pedir auxílio para gravações de vídeos, ajuda com figurino, coreografia e composições de músicas, ele consegue de fato ter mais visibilidade e ser muito melhor. Quando Jobim canta: "É impossível ser feliz sozinho..." Por favor, acredite!



3- Confiar nas próprias possibilidades / JIM
            Se por um lado é preciso descer do palco, quando nos inferiorizamos também não é legal. Precisamos confiar em nossa capacidade, compreender nossas habilidades, ter consciência daquilo que fazemos bem e em que somos bons. Nem se sentir o melhor, nem se sentir o pior. Isso se chama equilíbrio! A todo momento, Jim reconhecia seu talento para uma montagem coreográfica e não se detinha para oferecer ajuda, nem se escondia quando tinha a oportunidade de mostrar os passos que havia criado.




4- Valorizar quem está ao seu lado / JIM e YAM
            É uma dupla com um tipo de amizade que quase não se vê mais. As meninas brigam, sim! Porém, encontram sempre motivos para se perdoarem e voltarem a se falar. Coisa que raramente um adulto faz. Às vezes, os conflitos entre elas ocorriam por questões muito simples e banais, então, a importância do diálogo para uma amizade tão forte, de cumplicidade e lealdade como essa, ficou evidente. O fato, é que elas sabiam que eram especiais uma para a outra e valorizavam isso. 




5- Fazer o que gosta mesmo estando inseguro / NINA
            Essa personagem foi a que eu mais me identifiquei. Principalmente pela sua habilidade na escrita, seus gostos peculiares, diferentes das pessoas de sua idade em relação aos livros e filmes. Também por seu medo e insegurança tanto para revelar sua verdadeira identidade, andar de patins, cantar e falar com o cara que gosta. Curtia muito os diálogos da Nina com sua mãe, as dicas que ela dava para a amiga Luna, as frases que postava como Felicity for Now e os conselhos que recebia do pai. Nina é a personagem que evoluiu ao longo da série e é essa maturidade que a sociedade espera dos jovens.      



– ...então eu estava pensando em abrir uma conta própria. Pra poder escrever o que eu quero e publicar as minhas próprias fotos. Você acha que é uma má idéia, né?
– Não! Como ia achar uma má idéia? Excelente! Seria perfeito! Faça isso! Nem pense! Só faça, Nina!
– E se ninguém me seguir?
– E o que importa? E daí se ninguém te seguir? Não! Não importam as curtidas, não importam os seguidores, o importante é você fazer o que realmente você quer e sente. Se quiser fazer... Você faz! 
(Dálogo de Nina com o pai - Capítulo 19, Temporada 1)

 
E então... Você assistiu ou assiste a série? Ansioso para terceira temporada? Qual o personagem que você mais curte? Não assistia, mas curtiu a postagem? Aprendeu algo? Conta pra MISS!