15/10/2018

Educação em Amor



“Não se pode falar em educação sem amor”
(Paulo Freire)


     Pensei em uma maneira bem especial para enfrentarmos a crise da educação no Brasil, sermos melhores docentes, combater um bom combate, terminar a carreira e guardar a fé.
     Estou parafraseando Paulo de Tarso porque foi por ele que pensei em uma forma de falar sobre amor na educação, ainda que teóricos da área, defendam a afetividade como regra de ensino.
     Na primeira carta de Paulo de Tarso aos coríntios, Capítulo XIII ele diz que o amor é paciente, benigno, não busca os seus próprios interesses, é paciente, bondoso, não se vangloria... E Paulo ainda ressalta que o indivíduo sem amor, não é nada! Ainda que fale a língua dos anjos ou que doe todos os seus bens aos pobres. Ainda que alguém tenha muito conhecimento, sem amor, de nada vale. Quem ama não fica alegre com a injustiça, mas fica feliz com a verdade.
     Paulo manjava dos “paranauês” sobre o amor. Nunca li ninguém que falasse de amor com tanta propriedade. Nenhum poeta foi tão rico, nenhum teórico tão intenso. Mas segundo Paulo, o amor também é sofredor, e esta parte todo professor entende bem. Ou seja, Paulo não é utópico.
     Cultivar amor é imprescindível para o profissional de qualquer área. O amor além de sentimento é atitude!

     Desempenhar uma carreira docente baseada no amor é saber que você está sendo modelo, como diz Bandura. E que suas atitudes podem repercutir por gerações.

     Com amor você compreende as diferenças e as respeita; entende que nem sempre vai conseguir seguir seus planejamentos à risca, por isso, se coloca disponível à adaptações; não pune os erros, mas os corrige; vai saber lidar com a pressão dos conflitos e prazos do ano letivo, além da incompreensão e muitas vezes indiferença dos pais; vai saber lidar com a frustração e buscar apoio para saber gerir suas emoções; e também vai perceber a hora de buscar novos desafios, porque, ao final das contas, embora o amor resolva muitos dos problemas e conflitos, só com amor não se paga as contas, mas se há amor e só com amor e pelo amor, se luta e se conquista melhores condições de salário e trabalho.
     O amor é necessário até para retirar o lixo da escola, que dirá para lidar com vidas. Amai, professores! Pois o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. Isso quer dizer apenas que mesmo que passemos por momentos turbulentos, o amor nos salvará. Havendo ciência em demasia, o amor desaparecerá. Então, menos teoria e mais prática de amor, afinal, como Paulo enfatizou: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.”